*O IX FSM ocorrerá entre os dias 27/01 e 01/02. http://www.forumsocialmundial.org.br/
Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, de forma clara e elucidativa em sua obra “Development as Freedom” mostra como o desenvolvimento econômico não deve nem pode ser dissociado da liberdade. A liberdade não deve ser vista apenas como um fim, mas também como um meio eficaz ao desenvolvimento. Sen apresenta dados empíricos e exemplos históricos para a defesa de suas idéias, destaca a função da mulher como promotora de mudanças sociais, faz uma análise de uma possível crise de falta de alimentos e revê o papel das Instituições que através de uma perspectiva integrada possam ser racionalmente avaliadas.
Apesar de ter ocorrido a quase seis décadas, a Convenção de Genebra de 1951 relativa ao Estatuto do Refugiado adotada quando da Conferência das Nações Unidas dos Plenipotenciários, continua sendo o principal instrumento internacional que regula a proteção dos refugiados, o que implica sua desatualização frente novas questões surgidas com a emergência de outros fluxos migratórios e com aspectos peculiares.
Apesar de pela primeira vez ser estabelecida uma definição geral de refugiado, deixando de lado as definições ad hoc; de se ter estabelecido o princípio do non-refoulement onde os Estados Contratantes da referida Convenção, não podem expulsar ou repelir um refugiado para as fronteiras do território onde sua vida ou liberdade seja ameaçada em virtude da sua raça, religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou opiniões políticas (Artigo 33); e o estabelecimento dos direitos fundamentais e deveres dos refugiados no país de acolhimento, a presente Convenção peca por limitações temporais, geográficas e individuais.
A violação dos Direitos Humanos internacionalmente reconhecidos é o fator essencial das chamadas deslocações forçadas. Em alguns casos a deslocação é o objetivo das partes do conflito, em outras a pobreza e a discriminação são os determinantes para a deslocação. A violação dos direitos leva à violência e a instabilidade política que gera a deslocação.
O século 21 vem mostrando a relevância de se considerar os desastres ambientais, as omissões dos Estados frente aos acordos comerciais, as invasões imperialistas por fatores obscuros e estratégicos, as intolerâncias étnicas e religiosas como fatores determinantes nos fluxos migratórios, sejam eles definitivos ou não.
Segundo o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados António Guterres (pronunciamento em Londres em 17 de Junho de 2008 sobre o relatório intitulado Tendências Globais 2007) já são mais de 11 milhões os refugiados, 26 milhões os deslocados internos e 25 milhões os que perderam suas casas por desastres ambientais. Números que podem ainda ser contestados: pela dificuldade no censo dos deslocados internos visto que os Estados não querem assumir a violação aos direitos humanos de seus cidadãos; e os diferentes critérios em assumir quem pode ou não ser considerado um refugiado ou deslocado interno.
Muitas pessoas fazem de tudo para aparecer e se manter na mídia. A necessidade constante pelos holofotes pode ter diversas razões: poder; dinheiro; fama; status; ego; estratégia política ou comercial.
Recentemente a cantora Britney Spears resolveu numa “crise de loucura” raspar o cabelo e se internar voluntariamente numa clínica de desintoxicação. O resultado foi a volta as paradas de sucesso e os recentes prémios do V.M.A.

Atualmente seu conterrâneo e candidato presidencial John McCain resolveu “suspender” sua campanha eleitoral para assim poder contribuir melhor no combate a crise financeira estadunidense. O resultado almejado pelo presidenciável poderá ou não ser percebido nas próximas pesquisas eleitorais.

Três filmes buscam “roubar a cena” neste segundo semestre no cinema nacional. As estréias de Última Parada, 174, Linha de Passe e Era uma vez… prometem levar milhões de brasileiros aos cinemas.
O primeiro é uma película de Bruno Barreto inspirada no documentário Ônibus 174 (2002) de José Padilha. No ano passado Barreto lançou Caixa Dois, mas o diretor é mais lembrado por ter levado 12 milhões de pessoas para assistir Dona Flor e Seus Dois Maridos (1974) e por O que é isso, Companheiro (1998) com atuações impecáveis de Fernanda Torres e Cláudia Abreu.
O segundo é um filme de Walter Salles e Daniela Thomas que já rendeu a Sandra Corveloni o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Salles tem como destaque em sua filmografia:Paris, je t’aime (2006); Diários de Motocicleta (2004); O Primeiro Dia (1998); e Central do Brasil (1998) um dos filmes nacionais mais premiados com destaque para a atuação de Fernanda Montenegro.
Por fim Era uma vez… de Breno Silveira, diretor de 2 Filhos de Francisco (2005).
Fique de olho também em Blindness de Fernando Meirelles, inspirado na obra Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago.
Cenas respectivamente de : Última Parada, 174; Linha de Passe; e Era uma vez…