sábado, 20 de outubro de 2007

DocLisboa 2007

Começou na última quinta-feira (18/10/07) o 5º Festival Internacional de Cinema Documental de Lisboa. O evento que se estende até o dia 28 conta com oito secções, dentre elas a Competição Nacional e Internacional. Serão apresentados 145 filmes, dentre eles o Grande Prêmio Cinema du Réel 2007: "Santiago", do brasileiro João Moreira Salles.


Michael Moore polemiza novamente com "Sicko" onde denuncia as debilidades do sistema de saúde americano. Mas Rick Caine e Debbie Melnyk com "Manufacturing Dissent" tentam desmistificar os trabalhos de Moore, onde procuram compreender os processos de trabalho de um autor que se mostra tão fugidio como as personagens de seus filmes.


O Festival este ano se destaca por denunciar formas de opressão e exploração do homem com o homem. Política, consumismo, desigualdades sociais, abandono, hipocrisia são temas recorrentes nos filmes apresentados. Dentre eles se destacam: o estadunidense, que abriu o Festival, "Taxi to the Dark Side" de Alex Gigney, onde denuncia a legalização da tortura das "técnicas de interrogação de suspeitos" pelos militares dos EUA,; e o dinamarquês "Enemies of Happiness" onde Eva Mulvad e Anja Al-Erhayem mostram as dificuldades de uma mulher em defender suas idéias políticas no Afeganistão.


Se destacam ainda os franceses "Elle s'appelle Sabine" e "5-7 rue Corbeau"; o australiano "SchoolScapes"; o russo "Rebellion: The Litvinenko case"; o israelense "Hot House"; o português "Metamorfoses"; o egípcio "These Girls"; o estadunidense "The Devil Came on Horseback"; e a co-produção França/Reino Unido: "Cuba, Une Odyssée Africaine.

sábado, 25 de agosto de 2007

Orlando


Pode-se dizer que esta é uma obra conjunta de Virgínia Woolf, a escritora, e Cecília Meireles, a tradutora. Uma biografia que poderia ser minha ou sua, de um brasileiro ou um britânico, de um miserável ou um abastado, em qualquer tempo. Uma leitura que nos propõe questionar a consciência, os medos e a hipocrisia humana.

“Nenhuma paixão é mais forte, no peito humano, que o desejo de impor aos demais a própria crença.”

“... era homem; era mulher; conhecia os segredos, compartilhava as fraquezas de cada um ... Não é para admirar que confrontasse os sexos entre si, e alternativamente achasse cada um repleto das mais deploráveis misérias e não soubesse, com segurança, a qual pertencia.”

“E apesar disso mantém uma fé para a qual os bens são vaidades e a morte desejável.”

“- És mulher, Shel – disse ela.
- És homem, Orlando – disse ele.”

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Cidadãos do Mundo

O cotidiano, o nosso dia-a-dia, muitas vezes por sua correria, nos impede de refletirmos sobre determinados assuntos, principalmente aqueles chamados “polêmicos”. Fechamos- nos, por puro egoísmo, a discussão de fatos importantes ao desenvolvimento social. São necessários muitos debates, discussões, mesas redondas, ou simples conversas tomando uma cerveja num boteco, para deslancharmos idéias e ideais. A troca de experiências faz enriquecer e aperfeiçoar o que queremos e pensamos para que possamos reivindicar e questionar nosso sistema político e econômico.

Quando se fala sobre o sistema capitalista, percebo que parece ser um caminho inevitável. Muitos simplesmente contrapõem o Capitalismo e o Socialismo, ou são radicais ao ponto de propor a derrubada do atual sistema sem propor outro que seja justo e igualitário, e que possa ser implementado sem preconceitos e totalitarismo.

É necessário que se pense em alternativas viáveis capazes de amenizar o sofrimento e a fome de grande parte da população brasileira e mundial, e se será necessária uma revolução, ou as mudanças aconteceriam gradualmente? Uma revolução pode ser mal vista pelas mudanças radicais e inesperadas, mas será que conseguiríamos transformar o que há hoje com mudanças graduais? Será que esta forma não seria apenas uma maneira dos poderosos de hoje se perpetuarem no poder e manter o abismo entre ricos e pobres?

Em qual proporção melhoramos nosso mundo racionando água, utilizando meios de energia renováveis, se o Mundo (digo as Nações e as Organizações Internacionais) não pressionarem e obrigarem o maior vilão da poluição mundial, os EUA, em pararem sua devastação do ar, do solo, da água etc.

É necessário que sejamos capazes de distribuir melhor os lucros das empresas multinacionais, que se instalam pelo mundo utilizando as melhores e mais baratas matérias-primas e as piores remunerações de mão-de-obra possíveis, não garantindo a estas pessoas a mesma dignidade que os cidadãos de seus países recebem.

É possível nos tornarmos cidadãos do mundo, lutando pela igualdade étnica, racial, sexual, de gênero, entre pessoas de todos os países, tolerando nossas diferenças mentais, físicas, religiosas, políticas, de idade, de idéias e pensamento.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Memórias

Ela tem menos de 18 anos.
O fogo entre as pernas é típico da idade.
Sai, volta tarde. Não tem o que falar.
Tapa na cara.
Chora.
Sua mãe pede: “não bate na menina, não”.

Amigos conversando. Dois nem tanto.
Nem tanto amigos, nem tanto conversando.
Digo que gosto. Ele grita.
Um tenta falar. Não consegue. Tenta de novo.
Ela não lê livros. Não gosta. Ele grita.
Afinidade se conquista, mas também é natural.
Todos bebemos, aí somos iguais. Mas ela não bebe.

Tínhamos oito anos. Descobrindo o sexo.
Já não se descobre o sexo como antigamente.
Cruzamos pela rua uns dez anos depois.
Cumprimentamos-nos. Ninguém para.

Grávida. Marginalizada. Maltrapilha.
Passa pela porta giratória. Atravessa.
Para em minha frente, me interrompe. Pede 10 “real”.
Digo que não tenho. Tinha no mínimo 50, pra ela pagar 150.
Não sei como. Talvez vendendo seu corpo, vendendo seu filho que ainda não nasceu. Roubando.
O banqueiro é humano, não empresta os 50 reais.
Ela não precisa se vender.

Festa na casa de um desconhecido.
Ônibus cheio. Mais de uma hora.
Chegamos.
Pego uma faca. Acerto em cheio o gelo. Outras facadas.
Latinhas de cerveja sob o gelo. Furo uma.
Vejo pela primeira vez seu sorriso.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Revistas

Em uma Nação em que a corrupção se torna corriqueira, que acaba sendo banalizada e transformada em algo normal e inevitável, se torna relevante destacar o papel de algumas revistas capazes de expor fatos e acontecimentos sem se vender, mesmo que suas ideologias sejam expostas. Elas vão de encontro à atual escassez de conteúdo que acrescente algo de útil aos leitores nos aspectos: cultural, político e filosófico.






segunda-feira, 16 de julho de 2007

E o Pan, vale a pena?

O esporte é uma das maneiras mais eficientes na inclusão social dos marginalizados. Ele traz a esperança e transforma a vida dos esportistas, de suas famílias e comunidades. O esporte é muito mais que lazer e saúde, ele é uma das formas mais eficazes de transformar uma sociedade, disputando ferozmente a vida de meninos e meninas, homens e mulheres, com o crime organizado, o tráfico de drogas, a prostituição...

O Pan do Brasil seria uma forma de impulsionar esse processo, mas o que se vê são: troca de favores; desperdício; interesse em projeção internacional etc.

O primeiro medalhista dourado do Brasil neste Pan, o lutador Diogo Silva desabafou na coletiva de imprensa. A Confederação Brasileira de Taekwondo paga a ele 600 reais por mês, normalmente com três meses de atraso. Na véspera do Pan, os pagamentos ficaram em dia.Enquanto isso os gastos do Governo chegam a quase 3 bilhões de reais, uma cifra assustadora em um país que atrasa 600 reais a um dos principais atletas de sua modalidade.

A candidatura brasileira para sediar o Pan venceu a estadunidense com um plano que não foi cumprido. A despoluição da lagoa Rodrigo de Freitas e da baia de Guanabara, bem como uma nova linha de metrô ligando o centro ao Engenhão não foram realizados. Os gastos públicos que seriam em torno de 700 milhões, foram ascendendo cada vez mais, já que a iniciativa privada não cumpriu sua parte. A imagem do país que pretende sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 não pode ficar desgastada, e o Governo bancou.

E a mídia nacional não noticia, principalmente a televisão aberta. As emissoras compram os direitos dos jogos e preferem ignorar os relatórios do Tribunal de Contas da União indicando estouro de orçamento e atraso em obras.

Ignoram também os escândalos envolvendo troca de favores e licitações. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro é Carlos Arthur Nuzman. A figurinista da equipe olímpica brasileira é Mônica Conceição, sua cunhada. A agência de turismo que presta serviços ao COB é de Cristina Lowndes, amiga de Nuzman, que venceu uma licitação bastante contestada.

Marcus Vinicius Freire, diretor do COB, representa no Brasil a AON Seguros, que faz o seguro das delegações do próprio COB. Sócio de Alexandre Accioly, que ganhou o direito de comercialização dos bilhetes do Pan.

O que provavelmente a imprensa preferirá mostrar é o provável recorde de medalhas brasileiras, em esportes pouco tradicionais, já que países como os EUA, Canadá e até a Argentina mandarão segundas ou terceiras equipes em várias modalidades.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Max Weber: Política e Religião

Max Weber (1864-1920), o grande sistematizador da Sociologia na Alemanha, nasceu em um período em que seu país ingressava tardiamente no desenvolvimento industrial europeu. A falta de uma unidade política estruturada fez com que o desenvolvimento do pensamento burguês na Alemanha sofresse grande influência de outras correntes filosóficas, bem como da Antropologia e da História. O contato com a diversidade cultural fez com que fosse valorizado o estudo da “diferença”, e a herança puritana determinou o esforço interpretativo.

Weber propunha o método compreensivo, onde o cientista através da pesquisa histórica daria aos fatos esparsos um sentido social e histórico. Ao mesmo tempo em que se respeitavam as particularidades de cada sociedade ressaltavam-se os elementos mais gerais de cada fase do processo.

Uma leitura essencial do teórico é sua obra: “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. Segundo o autor, a religião e a sociedade se interligam não por meios institucionais, mas através de valores introduzidos nos homens, motivando-os a agir socialmente. No caso do protestantismo a motivação seria o trabalho.

Weber mostra como o protestantismo se relaciona na formação do comportamento capitalista. Percebendo, através de seus estudos o grande número de protestantes que eram bem sucedidos no trabalho e mão-de-obra qualificada. Estabelece então, relações entre os valores da doutrina como a poupança, a disciplina ascética, o dever e a vocação ao trabalho entre outras, com as implicações no comportamento dos indivíduos e o desenvolvimento capitalista.

Os filhos das famílias protestantes eram educados voltados às atividades mais lucrativas. Constituía-se uma nova mentalidade, oposta a contemplação e a renúncia.

Podemos dizer que depois de seus estudos passou-se a valorizar a pesquisa histórica para se compreender as sociedades, dando-se atenção ao papel da subjetividade.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O país da prosperidade e das gozadas


O mundo nos inveja. O momento não é dos países ricos, muito menos dos emergentes asiáticos. O Brasil nos últimos meses vem sendo alvo de espionagem por conta de sua prosperidade repentina. Repórteres de todo o mundo correm atrás de suas manchetes. Dentre os alvos estão, preferencialmente, os políticos que se dizem responsáveis sozinhos pelas façanhas nacionais.

A Sociedade Civil Organizada, sindicatos, ONGs e controladores de vôo protestam. Dizem que também tem sua cota de participação. Até as Igrejas não aceitam serem esquecidas.

Agora é necessário calma e coerência, a final de contas em um país tão próspero e igualitário, é preciso que Ministros do Governo não entrem em contradição. O Ministro da Fazenda Guido Mantega pede tranqüilidade ao povo brasileiro. Ele acredita que o “boom” nacional que gera esta inédita distribuição de renda, pode produzir nos aeroportos brasileiros um congestionamento humano.

Enquanto isso a Sexóloga e também Ministra do Turismo (não o sexual) Marta Suplicy festeja a glória de uma nação justa e soberana. Ela crê que em um país tão desprovido de misérias e corrupção, não haveria problema em enfrentar transtornos ao viajar. Relaxa e Goza!!!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Veias Abertas


Para “Ser” é necessário “fazer parte”, “conhecer”, “perceber”. Leitura imprescindível para os latino-americanos que queiram conhecer melhor seu passado. Uma história que não é lecionada em nossas instituições burguesas de ensino e não é discutida pelos meios de comunicação corrompidos.

Eduardo Galeano, em Veias Abertas da América Latina, faz com que todos reflitam sobre necessidades de mudança, não deixando mais sermos expropriados de nossas riquezas e forças de trabalho em nome de uma divisão internacional do trabalho, interessada em privilegiar os países “ricos” e uma minoria nos chamados países subdesenvolvidos.

Resultado da Enquete - Legalização da venda de drogas

Qual é sua opinião sobre a legalização da venda de drogas?

A favor - 71,4%
Contra - 28,6%

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Reforma Política

Depois de cerca de duas décadas de ditadura militar no país, esperava-se o início da moralização política nacional. O sonho brasileiro foi de encontro a políticos e partidos oportunistas que viram na democracia formas de enriquecimento ilícito, impunidade às classes dominantes, trocas de favores, fraudes eleitorais, dentre tantas outras formas de corrupção.

A esperada Reforma Política ganhou força devido aos últimos acontecimentos envolvendo parlamentares. De forma geral o que se pretende é fazer com que a “máquina pública” volte a representar os interesses dos cidadãos. Ao mesmo tempo que é necessário entender que a Reforma Política sozinha, não será a solução de todos problemas políticos nacionais, é preciso dizer que ela representa a sustentação de uma revolução vital para a cultura política brasileira. Através dela, os “representantes do povo” bem como os partidos e coligações passariam a cumprir de melhor maneira suas reais funções.

Fidelidade partidária, financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais, mudanças nas coligações partidárias serão pontos discutidos certamente em uma Reforma Política. Mas não se pode esquecer que o aumento da participação do povo, dando-lhe mais influência, geraria maior interesse e transparência.

As últimas décadas no Brasil vêm reforçando cada vez mais a importância de se ter poder. Frases já viraram bordões e piadas, como: você sabe com quem está falando? Talvez isso tenha se dado ou agravado devido a distância da população (trabalhadores, idosos, mulheres, estudantes etc) dos centros decisórios. Opinar, discutir, decidir, passou a ser exclusividade de “meia dúzia” de engravatados em Brasília, que vem apertar nossas mãos, fazendo promessas, dando-nos (ou não) alguma esperança que melhores dias virão. A Reforma então, também é necessária para que os brasileiros resgatem o seu poder perdido ou deixado de lado. Esta descentralização é possível através de ações como assembléias populares, plebiscitos revogatórios de mandatos, audiências públicas e democratização dos meios de comunicação, é necessário também melhores formas de fiscalização, através por exemplo do voto aberto no Congresso e a limitação do uso de medidas provisórias.

O que está sendo discutido

O projeto de Lei n° 1712 de 2003, trata da questão da fidelidade partidária. Para ser candidato em determinado partido teria-se que ter, ao invés do atual um ano, dois anos de filiação. Mas será que isso adiantaria? A fim de evitar que os políticos fiquem pulando de “galho em galho” ou de partido em partido de acordo com interesses momentâneos, e sem nenhum comprometimento com os ideais do partido e da plataforma política adotada nos próximos anos, seria necessário a perda dos mandatos caso mudassem de agremiação durante o período para qual forma eleitos.

Já o projeto de Lei 2769, também de 2003, regula primeiramente a implantação da votação em listas partidárias. O eleitor não votaria mais em candidatos individuais, mas em uma lista determinada pelas convenções dos partidos. Por um lado os cidadãos perdem um pouco sua flexibilidade na hora da votação, além do fato de que favoreceria ainda mais a “troca de favores” dentro dos partidos. Em compensação permitiria o financiamento público das campanhas, já que não seriam financiados os milhares de candidatos, mas apenas os partidos políticos.

Outro aspecto deste projeto de Lei diz respeito aos partidos coligados em eleições proporcionais que passarão a ter atuação conjunta dentro do Congresso. Desta forma evitaria-se a sobrevivência dos partidos nanicos sem nenhuma representatividade.

E por fim os projetos de Lei n°4718 de 2004 na Câmara dos Deputados e o PL n°001 no Senado, buscam aprofundar os mecanismos de democracia direta e participativa, onde por exemplo plebiscitos e referendos não dependem da decisão do Congresso.

Para o professor de direito da Universidade de São Paulo, Fábio Konder Camparato, seria necessário a criação de um orgão de planejamento autônomo com a participação efetiva dos setores dinâmicos da sociedade civil. Empresários, trabalhadores, conselhos populares. Isso evitaria a burocratização do planejamento. Esse orgão deve ter autonomia para apresentar ao Congresso Nacional projetos de desenvolvimento, indicando o orçamento necessário para o programa. E o Congresso não teria o poder de emenda. Ou aceita, ou rejeita.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Enquete – Legalização da venda de drogas

O Brasil, como na maioria das vezes, não é uma nação pioneira em discussões, reflexões e posicionamentos sobre assuntos polêmicos. Provavelmente nossos representantes esperam as repercussões de determinadas matérias fora do país, para só depois agir.

Uma destas questões é a Legalização da venda de drogas. Os “A favor” lembram que a diminuição e eliminação do tráfico reduziriam os índices de violência. Dizem ainda que o Estado passaria a auferir impostos, e seria mais fácil ter o controle do número de dependentes facilitando seu encaminhamento à ajuda de especialistas e da própria família. Os “Contra” não aceitam pois seria uma forma de incentivo ao uso. Questões morais, sociais e culturais também reforçam esta idéia.

Qual é sua opinião sobre a legalização da venda de drogas?

A favor

Contra
















segunda-feira, 4 de junho de 2007

O Poder dos ditadores

Na matéria “Impunidade” postada em 12/03/2007, falou-se sobre a luta da militante política e feminista Amelinha Teles para ver um de seus torturadores da época do Regime Militar, o Coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, ser condenado.

A dificuldade encontrada por Amelinha e outras pessoas que sofreram todo tipo de violência durante o Regime Militar, ultrapassa as fronteiras brasileiras, e se espalha por toda América Latina.

Atualmente na Argentina desapareceram duas testemunhas contra acusados de tortura durante seu período militar. O militante Luis Gerez, que depôs contra o subdelegado Luis Abelardo Patti, sumiu por 48 horas, período em que foi torturado; e, o pedreiro Jorge Julio López, de 77 anos, testemunha no processo contra o subchefe da polícia de Buenos Aires Miguel Etchecolatz, desapareceu em setembro do ano passado.

Brasil e Argentina são países que se vangloriam pelo estabelecimento e consolidação de suas democracias. Então é preciso saber e entender que influência e poder são esses, que ainda nos dias de hoje, os criminosos do regime militar possuem, que não são julgados como todos “cidadãos comuns” e que fazem a justiça perder sua “eficiência” e poder de coerção.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Documentário (2)


Janela da Alma (2001), de João Jardim e Walter Carvalho nos faz refletir sobre a simplicidade e ao mesmo tempo extraordinária complexidade do "olhar". Os depoimentos, como dos escritores José Saramado e João Ubaldo Ribeiro, da atriz Marieta Severo, do cineasta Wim Wenders e até mesmo do fotógrafo Eugen Bavcar que não enxerga, partem do mesmo ponto: a dificuldade de visão, nos presenteando com maneiras diferentes, ricas e emocionantes de se ver, ver o mundo e seus problemas.

Resultado da Enquete - Maior atrocidade da história

Genocídio dos povos indígenas -45,45%

Escravidão e neocolonialismo na África - 22,73%

Holocausto - 22,73%

Bombas nucleares da Segunda Guerra - 9,09%

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Documentário


“Língua: Vidas em português” (2004) de Victor Lopes, conta a história da língua portuguesa, suas influências e a forma que está inserida em vários povos e nações. Filmado em Portugal, Moçambique, Índia, Japão, Angola e Brasil, sente-se falta da presença de Timor Leste e Cabo Verde. Destaque para os depoimentos de José Saramago e João Ubaldo Ribeiro.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Enquete – Maior atrocidade da história

Muitos fatos e acontecimentos podem ser lembrados quando se fala sobre as atrocidades cometidas pelo homem ao próprio homem. O antropocentrismo, o egoísmo, a idéia de superioridade de raças, a intolerância e o radicalismo estão presentes na história da humanidade. Serão expostos aqui quatro das grandes perversidades humanas.

O primeiro durou décadas e mais décadas. O colonialismo do solo latino-americano, por parte principalmente de espanhóis e portugueses, apoiados pela Igreja, almejava o ouro, a prata, dentre outros metais preciosos. Para isso dizimou a população indígena considerada inferior. Calcula-se que em um século e meio a população indígena fora reduzida de cerca de 90 milhões para 3,5 milhões.

Segundo: Os africanos também são vítimas da ganância dos hoje chamados países desenvolvidos. Num primeiro momento com a escravidão em terras distantes. Calcula-se que até o século XIX só ao Brasil foram enviados cerca de 6 milhões de africanos. Depois veio o neocolonialismo até o século passado. A África foi dividida em países, sem a preocupação das raças, clãs, povos que estavam estabelecidos. Isso fez com que mais tarde e até hoje o continente fique mergulhado em guerras civis.

Terceiro: O Holocausto é um dos crimes mais lembrados e comentados. Hitler com a pretensão de fazer parte de uma raça superior, a Ariana, se viu destinado a eliminar as chamadas “raças inferiores”, principalmente os judeus. Aproximadamente foram assassinadas 12 milhões de pessoas.

Quarto: Mesmo com a Segunda Grande Guerra Mundial já vencida, os Estados Unidos resolveram mostrar ao mundo o que podia seu arsenal bélico, lançando sobre Hiroshima e Nagasaki duas bombas atômicas. Mais de 200 mil mortos, e hoje mais de 60 anos depois, filhos e netos dos sobreviventes sofrem os efeitos da radioatividade.

Na sua opinião qual dessas foi a maior atrocidade cometida pelo homem?

Genocídio dos povos indígenas

Escravidão e neocolonialismo na África

Holocausto

Bombas nucleares da Segunda Guerra
















segunda-feira, 21 de maio de 2007

CURTAS

Cecília Sarkozi, esposa do presidente eleito da França Nicolas Sarkozi não votou nas últimas eleições. Na França as listas de votação são públicas podendo ser comprovado sua ausência às urnas.
Muito mais preocupante que os problemas familiares, foi a forma que Sarkozi tentou censurar os meios de comunicação, já que os donos das principais redes de televisão francesas são seus amigos.

O Presidente da Venezuela Hugo Chávez tomou a decisão mais impopular de seu governo. Não renovou a licença de transmissão da RCTV, única rede de TV de alcance nacional em VHF, de clara oposição ao governo.
O governo se justifica criando a Fundação Teves (mais uma TV de serviço público) no espaço deixado pela RCTV.

Parece que a falta de liberdade de expressão não escolhe nação nem ideologias.

Pesquisadores estadunidenses e ingleses prevêem que em cinco anos já esteja no mercado a pílula anticoncepcional masculina. As mulheres aguardam ansiosas.

O corredor sul-africano Oscar Pistorius quer ser o primeiro homem sem as duas pernas a competir nas Olimpíadas. Seus índices ainda não o qualifica, mas Pistorius lembra que ainda faltam 15 meses para as Olimpíadas de Pequim e que vem melhorando a cada competição.
Entretanto vem enfrentando resistência do órgão mundial que controla o atletismo, que alega que suas próteses (apesar de terem tamanho proporcional ao seu corpo) lhe confeririam uma VANTAGEM INJUSTA sobre os outros corredores. Será???

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Educação e Reflexão

Para que todos possam entender a sociedade em que vivemos, se torna imprescindível o amadurecimento e a consolidação do regime democrático. É papel do Estado, mesmo que tenha apoio de igrejas, ONGs, associações, empresas e mídia, permitir que todos cidadãos tenham condições de entender um pouco de política, economia, história e filosofia, fazendo-os refletir, transpondo ao seu cotidiano leituras de Spinoza, Platão, Hannah Arendt entre outros.

A educação é o pilar fundamental. Através dela têm-se indivíduos mais conscientes e questionadores. Dignidade é retribuída com solidariedade. Cidadania é refletida em justiça e paz.

Cinema e Literatura

Literatos e Cineastas podem ser considerados atores sociais transformadores, quando deixam de lado modismos, clichês, conservadorismo e a reprodução do famoso e histórico “pão e circo”.

Pode-se dizer que Nelson Rodrigues revolucionou no Brasil, a forma de se enxergar as mazelas e hipocrisias sociais. Com ele, reflete-se sobre: o sentido do pecado; discriminação; e o julgamento dos outros, sejam desconhecidos, vizinhos ou parentes. No cinema pode-se falar do espanhol Pedro Almodóvar. Suas influências são tão fortes que mesmo antes de se sua morte se tornou um gênero de filmes. Para chegar até aí, Almodóvar questionou não apenas a forma de fazer cinema, mas também os impactos que os filmes geram na sociedade. Assistir seus filmes é pensar sobre o homem, suas atitudes, contradições e sonhos.

Indicações

Não poderia deixar de destacar nesta matéria dois dos melhores livros e filmes que já li e assisti. “Ensaio sobre a Cegueira” do português José Saramago; “Cem Anos de Solidão” do colombiano Gabriel García Márquez; e os filmes “Dogville” e “Dançando no Escuro” do dinamarquês Lars von Trier, têm em comum a reflexão sobre nossa sociedade, nos fazendo pensar que são necessárias mudanças em todos setores e esferas sociais.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Resultado da Enquete - Casamento Homossexual

Qual é a sua opinião sobre a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo?
A favor - 90,63%
Contra - 09,38%

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Sim, nós queremos mais ovelhinhas!

A visita do Papa Bento XVI ao Brasil se fez com muita festa e pompa. Os católicos acreditam piamente que o Papa atravessou o Atlântico para pregar a paz e canonizar o primeiro santo brasileiro. Mas será que é isso mesmo? Será que não cabe nesta visita um interesse político-econômico do Estado do Vaticano?

A Igreja Católica está preocupada. Cada vez mais brasileiros e também outros latino-americanos vão deixando o catolicismo de lado, optando em ser adeptos de outra religião, não ter religião, ou ainda ser um católico não-praticante. O Vaticano percebeu que seriam necessárias algumas medidas, dentre elas, trazer o Papa ao Brasil e transformar Frei Galvão num santo.

Outras perguntas seriam formuladas. Será que os fiéis de Frei Galvão precisariam mesmo do veredicto do Papa para crer nos milagres do Santo? Será que não seria mais correto que a Igreja Católica fizesse uma auto-análise para constatar os verdadeiros motivos de sua perda de prestígio?

Bem, se ela não faz, eu tentarei: Seu “prestígio” foi conseguido não pelo amor e fé, mas por imposição e medo; os católicos nos dias atuais, muitas vezes não concordam com as visões da Igreja e não entendem por que não há nenhum tipo de flexibilidade e renovação; outras religiões tornaram-se mais “acessíveis”, como por exemplo, os templos protestantes que são mais comuns em lugarejos isolados e pobres.

Os reais interesses do Vaticano podem ser percebidos, já que se evitou falar de assuntos polêmicos e que geram rejeição ao Catolicismo, como o uso da camisinha e as pesquisas com células-tronco. Preferiu-se debater questões de maior relevância ao crescimento da Igreja Católica. Lula foi contra um acordo entre as duas nações a fim de se regulamentar as atividades da Igreja no Brasil. Os católicos querem regulamentar o ensino religioso (o católico é claro) e permissão para catequizar os povos indígenas. A preservação do Estado Laico não agradou os religiosos, dentre eles o cardeal-arcebispo emérito do Rio, dom Eugênio Sales. Parece piada, mas ele afirmou que o governo está desrespeitando a liberdade de cada aluno. Outra declaração que deixa claro a prepotência e arrogância do Vaticano foi a declaração do próprio Papa dizendo que a única igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro (ou seja, no momento, por ele mesmo).

O Papa condenou o tráfico de drogas no Brasil e disse que os traficantes vão ter que dar explicações a Deus. Alguém avisa a ele que os membros de sua Igreja também vão precisar de um bom advogado.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Enquete – Casamento Homossexual

Talvez o grande embate quando se fala em casamento homossexual, seja entre a igualdade e o conservadorismo. As igrejas condenam e os grupos ligados aos direitos humanos defendem.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo já vem sendo discutido no Brasil há muitos anos. No Rio Grande do Sul já ocorre a União Civil registrada por uma lei diferenciada, desde 2004.

Ir de encontro aos valores enraizados na sociedade em que se vive por uma liberdade sexual, já era reprimido com o uso da força desde a Idade Média, onde as chamadas “feiticeiras” eram queimadas às ordens da Igreja Católica. No século XIX o escritor Oscar Wilde era preso por sua homossexualidade.

Atualmente os casos de padres e pastores que se envolvem em relações homossexuais, muitas vezes com “menores de idade”, estampam primeiras páginas de jornais e revistas.

Hipocrisia a parte, é necessário que se fale em igualdade. Um direito constitucional que como em tantos outros casos no Brasil, não é respeitado. O direito à herança, adoção de filhos, seguro de vida e saúde, entre tantos outros estão diretamente relacionados ao tema, sem se falar no combate a AIDS e outras DSTs.

Hoje existe uma grande dificuldade em se aprovar no Congresso Nacional leis referentes a este assunto. Os políticos e seus partidos muitas vezes têm outros interesses. Legalizar é ir contra aos “partidos religiosos” e a cultura discriminatória reinante no país, é se arriscar nas próximas eleições já que não sabem exatamente o número de homossexuais no Brasil e quantas pessoas apóiam esta medida.


Qual é a sua opinião sobre a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo?

A favor

Contra
















segunda-feira, 7 de maio de 2007

Kim Ki Duk



Os filmes do coreano Kim Ki Duk vão muito além da estética e da beleza fotográfica característica dos filmes orientais.

Kim Ki Duk nos faz pensar sobre antagonismos como o bem e o mal, e a alegria e a tristeza, bem como a forma que estão presentes no cotidiano, sem se anularem. Estabelece também uma maneira diferente de ver e sentir a violência e o humor.

Três filmes recentes valem a pena conferir: Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera (Bom Yeorum Gaeul Geurigo Bom), 2003; Casa Vazia (Bin Jip), 2004; e, O Arco (Hwal), 2005.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Amnésia Luso-brasileira

Nós, brasileiros, sempre que podemos reproduzimos (aliás, sem nenhum tipo de reflexão) que somos um país sem memória. Os desmemoriados brasileiros erram na hora de votar, esquecem de cobrar e não lembram de fiscalizar.

Mas uma pesquisa realizada pela televisão portuguesa sobre quem seria “o português da história” mostrou que a amnésia se estende a além-mar, revelando como vencedor o ditador Antônio de Oliveira Salazar. No Brasil os ditadores não apenas não sofreram as devidas punições, como são comumente homenageados em nomes de fundações, ruas, bairros e colégios.

Talvez esta falta de memória seja um reflexo da atual sociedade. Um mundo globalizado de forma injusta. Desigualdade por todos os lados. O homem se preocupando cada vez menos com o próximo. Solidifica-se ao longo dos anos essa “frieza humana”, resultando numa falta de interesse pelas questões políticas e históricas.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Resultado da Enquete - Melhor filme de 2006

O filme de Jonathan Dayton e Valerie Faris foi o mais votado. “Pequena Miss Sunshine” (Little Miss Sunshine) parece mesmo ter caído nas graças do público e da crítica. Destaca-se também as votações de "Volver" de Almodóvar, e “Labirinto do Fauno” (El Laberinto Del Fauno) de Guillermo Del Toro.


Na sua opinião qual foi o melhor filme de 2006?


Pequena Miss Sunshine - 32,43%
Volver - 18,92%
Labirinto do Fauno - 16,22%
Babel - 13,51%
Os Infiltrados - 13,51%
Cartas de Iwo Jima - 2,70%
A Vida dos Outros - 2,70%

Ventos da Liberdade e A Rainha não foram votados

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Liberdade de Expressão???

Dentre tantas atrocidades da política externa vigente dos Estados Unidos, está a restrição a liberdade de expressão e informação, estabelecida por meios nem sempre perceptíveis àqueles que não se debruçam sobre uma análise um pouco mais minuciosa sobre este país e sua relação com outras nações, principalmente as situadas no Oriente Médio, África ou América Latina.

Dia 20 de abril ocorreu uma Conferência Médica na Universidade de Washington. Porém um de seus palestrantes convidados, o epidemiologista Dr Riyadh Lafta que leciona na Faculdade de Medicina da Universidade Al-Mustansiriya de Bagdá, não pôde comparecer.

Lafta não apenas não conseguiu seu visto para os EUA, como após receber convite em realizar sua palestra na Universidade Simon Fraser na Colúmbia Britânica no Canadá, que seria transmitida ao vivo por vídeo para a Conferência em Washington, teve seu visto de trânsito de quatro horas negado pelo governo inglês, já que o vôo faria conexão na Inglaterra, entre o Oriente Médio e o Canadá.

O que gera tanta ira no governo de Bush e seus aliados é o estudo detalhado de Lafta que mostra que o número de civis mortos na guerra do Iraque é muito maior do que é reconhecido pelo governo americano. Segundo o epidemiologista já são mais de 650 mil vítimas civis iraquianas. Lafta ainda estuda os níveis elevados de câncer, principalmente em crianças, no sul do Iraque.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Enquete – Melhor filme de 2006

Os principais prêmios do cinema mundial já foram dados aos “melhores” de 2006. O Festival de Cannes premiou o irlandês “Ventos da Liberdade” (The Wind that Shakes the Barley), mais um drama político de Ken Loach. O Globo de Ouro premiou “Babel”, co-produção México/EUA dirigido por Alejandro Gonzáles Iñárritu (21 Gramas,2003; Amores Brutos,2000) e com roteiro de Guillermo Arraiga. Indicado também ao Oscar.

O Oscar de melhor filme ficou para “Os Infiltrados” (The Departed) de Martin Scorsese, que levou pela primeira vez a estatueta de melhor diretor. Ainda foram indicados a melhor filme: “A Rainha” (The Queen) de Stephen Frears; “Cartas de Iwo Jima” (Letters from Iwo Jima) de Clint Eastwood; e, “Pequena Miss Sunshine” (Little Miss Sunshine) de Jonathan Dayton e Valerie Faris, que venceu como melhor roteiro original.

O mexicano “Labirinto do Fauno” (El Laberinto Del Fauno) de Guillermo Del Toro, acabou vencendo apenas prêmios técnicos, talvez pelo fato de seu idioma ser espanhol. Outro da mesma língua, que teve apenas Penélope Cruz indicada ao prêmio de melhor atriz, foi “Volver” de Pedro Almodóvar. O Oscar também ignorou os diversos prêmios internacionais deste filme. Vale destacar também o alemão “A Vida dos Outros” (The Lives of Others) de Florian Henckel von Donnesmarck, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro.


Na sua opinião qual foi o melhor filme de 2006?

Ventos da Liberdade

Babel

Os Infiltrados

A Rainha

Cartas de Iwo Jima

Pequena Miss Sunshine

Labirinto do Fauno

Volver

A Vida dos Outros
















segunda-feira, 23 de abril de 2007

Humilhação em rede nacional

Para quem achava que o Gugu era o campeão em exploração da imagem das pessoas, dando em troca alguns reais, precisa assistir todos os sábados ao Caldeirão do Huck do apresentador Luciano Huck.

Huck, através de quadros como “Agora ou Nunca” ou outros em que reforma o carro ou casa das pessoas, aumenta o ibope de seu programa expondo de maneira vexatória os problemas familiares e financeiros destas.

Travestido na imagem da caridade e ajuda ao próximo, o apresentador global “bate em teclas” como o desemprego, a falta de estrutura familiar, a miséria e a fome. Esquece que existem outros meios de ser o primeiro em audiência no seu horário, e que pode ajudar todas essas pessoas sem humilhá-las frente a milhões de espectadores, através da influência que apresentadores de programas de tv aberta têm em um país como o nosso, principalmente da Rede Globo, junto ao Estado e a Sociedade Civil Organizada.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Resultado da Enquete – Pena de Morte

Resultado da Enquete – Pena de Morte

Vivemos em um dos países mais religiosos do mundo, cujos governantes ao longo dos anos vão dando prova de suas incapacidades de gestão e desvios de caráter. Talvez esses fatos tenham sido determinantes no resultado da enquete.

Qual é a sua opinião sobre a instituição da Pena de Morte?

Contra – 72,73%
A favor – 27,27%

quinta-feira, 19 de abril de 2007

François Ozon

Para quem aprecia o cinema europeu, não pode deixar de assistir os filmes de François Ozon. Seu reconhecimento internacional se solidifica em 2002 com o longa-metragem 8 mulheres ( 8 femmes), uma adaptação cinematográfica de uma peça teatral de Robert Thomas. Em 2003 lança um dos seus filmes preferidos: Swimming Pool.

Dois longas ainda merecem ser destacados: 5X2 de 2004; e, O Tempo que Resta (Le Temps qui reste) de 2005.









segunda-feira, 16 de abril de 2007

A morte

Talvez a morte seja um dos maiores, e por que não, o maior enigma que o homem busca desvendar ao longo de sua história.

Algumas pessoas crêem que existe uma “vida após a morte”, diversos planos espirituais que abrigariam todos nós depois de nosso desligamento do mundo material; outros acreditam que exista o Céu e o Inferno, bons para um lado e maus para o outro, lembrando ainda que para alguns podemos pedir perdão no momento de nossa “passagem” para usufruirmos do chamado Paraíso. Há aqueles que pensam que simplesmente tudo termina, o homem seria só matéria, apenas mais um ser vivo que nasce, cresce, se reproduz e morre. Existem ainda outras crenças com outros destinos para a pós-vida dos homens.

O que se mostra claro é que todos morrerão. Dificilmente encontraremos pessoas que acreditem na eternidade humana com nossa atual veste carnal.

As religiões vêm disputando ao longo da história, nas últimas décadas, por exemplo, proliferaram-se crenças, rituais e religiões, o saber de quem está correto.

Jamais poderá se confirmar cientificamente o destino do homem. Mas este é guiado principalmente por suas emoções e intuições, e estará sempre na busca por melhores respostas.

A verdade é que o “medo da morte” ou a esperança de uma nova vida tem um impacto social muito grande. A crença, a adoração, a submissão acabam por conter muitas pessoas, que deixam a criminalidade dedicando mais tempo e respeito ao outro.

Não existem religiões certas ou erradas, existe apenas uma Força Maior (Deus) que olhará por todos independente de crença, raça, ideologia, opção sexual e nacionalidade. Ser católico não o livrará de seu racismo, ser protestante não o absolverá por sua intolerância, ser espírita não o perdoará por sua prepotência, ser ateu não o desculpará por sua falta de respeito e caridade.

INDICAÇÃO: As Intermitências da Morte, de José Saramago: Vale à pena conferir as conseqüências sociais e morais geradas em um país onde não se morre mais. O fato, de que a partir de um dia não haja mais mortes, gera euforia, reflexão, desespero, angústia, felicidade, quebra de valores e mudanças de comportamento.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Enquete - Pena de Morte

Uma questão que está sempre em debate é: Instituir ou não a Pena de Morte? Mas primeiro é necessário falar sobre a violência, já que a Pena de Morte seria mais uma sanção social dada àqueles que infringem alguma norma ou regra vigente.

Vivemos em país extremamente violento. Não apenas para os trabalhadores, mulheres, crianças, idosos e a população em geral, que sofre com violência doméstica, estupros, assassinatos brutais, seqüestros, genocídios, ditaduras, extremismos religiosos e políticos; mas também para os marginalizados, que não têm acesso à educação, ao esporte, à cultura, ao lazer, à família etc.

Os contra a Pena de Morte dizem que o homem não tem direito de tirar a vida de ninguém, ou que o Estado ganharia status de Terror, sendo que ele teria que garantir a “reinserção” social dos marginalizados. Os a favor defendem pela superlotação dos presídios e do custo que isso gera ao Estado, para estas pessoas crimes hediondos não merecem perdão, e estes presidiários não conseguiriam ser “resgatados” e “reintegrados” à sociedade.



Qual é a sua opinião sobre a instituição da Pena de Morte?

A favor

Contra













segunda-feira, 9 de abril de 2007

Auto-Retrato de Cabelo Cortado


Cores, sofrimento, alegria, marcam a vida e a obra de uma das mais significativas artistas do século passado. Dentre o legado artístico de Frida Kahlo (1907-1954) pode-se destacar o Auto-Retrato com Cabelo Cortado (1940), por sua beleza e riqueza de significados.

Os cabelos cortados mostram um grito de liberdade, indo de encontro aos valores culturais pré-estabelecidos de beleza feminina e do lugar da mulher na sociedade. Frida ultrapassa fronteiras, questionando as relações não só de gênero, mas também internacionais entre México e os Estados Unidos.

Os cabelos espalhados podem ser vistos como a dor que sente ao descobrir o romance entre seu marido Diego Rivera e sua irmã Cristina, simbolizando a desordem e a falta de orientação pela qual passava.

Garantindo múltiplas interpretações de sua obra, Frida Kahlo alinhava por vezes a imagem com as palavras. No Auto-Retrato de Cabelo Cortado ela escreve: “Mira que si te quise, fué por el pelo, ahora que estás pelona, ya no te quiero” (Olha se te amei foi pelo teu cabelo, agora que estas careca, não te amo).

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Resultado da Enquete - Legalização do aborto

Uma enquete polêmica cujo tema ainda precisa ser discutido e estudado antes que os brasileiros decidam entre a legalização ou não. O resultado foi bastante equilibrado:


Qual é a sua opinião sobre a legalização do aborto?

A favor (em casos de estupro ou risco para a mulher) - 40%
Contra - 36%
A favor - 24%

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Intolerância Religiosa

Quando os brasileiros estão vendo, nos meios de comunicação, notícias sobre os conflitos no Oriente Médio, as guerras civis africanas, os atentados do IRA ou das jihad, ficam horrorizados pensando estar séculos a frente em “civilidade” e respeito a igualdade, do que essas nações e locais espalhados por todo o mundo.

Mas para alguns, falta apenas ter mais dinheiro, influência e poder nas mãos para se tornarem tão radicais e intolerantes quanto os grupos mencionados acima. Exemplo disso foi a repercussão do Calendário “Memória Afro-Capixaba” criado pela Prefeitura Municipal de Vitória.

O Calendário que destaca acontecimentos relativos à cultura negra, incluindo aspectos religiosos, gerou fúria entre pastores de Igrejas Evangélicas e padres da Igreja Católica. Um pastor disse em reportagem a um jornal capixaba de grande circulação que a divulgação de uma religião por parte da Prefeitura é inconstitucional. Enquanto um padre na mesma matéria diz que os santos católicos não podem ser “comparados” aos orixás.

A Federação Espírito-Santense dos Cultos e Entidades Afro-Brasileira lamentou o acontecido, e a Prefeitura de Vitória lembrou que patrocina eventos gospel e shows de bandas católicas.

sexta-feira, 30 de março de 2007

ENQUETE – Legalização do aborto

A Democracia, a liberdade, por vezes coloca a sociedade em uma situação desconfortável, onde opiniões divergentes proporcionam debates e discussões. Uma delas é a questão da legalização do aborto. “Os a favor” alegam o direito à liberdade de escolha, dificuldade financeira para a criação dos filhos, o fato que sem a legalização, a clandestinidade põe em risco a vida e a saúde da mulher, entre outros aspectos. “Os contra” se aparam no direito à vida, apoiados muitas vezes pelas religiões e pela moral vigente em nossa sociedade. Há também um outro grupo que é a favor, porém só em caso de estupro e risco de vida para a mulher.



Qual é a sua opinião sobre a legalização do aborto?

A favor

Contra

A favor (em casos de estupro ou risco para a mulher)











segunda-feira, 26 de março de 2007

O Estado e o Direito

Ao longo da história do Homem, percebe-se que independente da época vivida e do grau de “civilidade”, a sociedade ou a coletividade possui algum tipo de governo ou liderança. De acordo com o momento, alguns elementos se tornam mais determinantes e importantes que outros. A força, o desenvolvimento tecnológico, o aparato militar, o poder das instituições religiosas ente outros, acabam por definir em que mãos fica o poder. E este poder se tornou mais fácil para ser mantido com a Divisão Social do Trabalho, onde algumas atividades estão subordinadas a outras. Percebe-se que muitas vezes a cultura e a religião são usadas para reafirmar a dominação de determinados grupos.

O Estado encontra condições de existir a partir do momento que se estabelece diferenças entre governantes e governados, e essas diferenças são institucionalizadas.

Na História Contemporânea nota-se que a Divisão Social do Trabalho separa os homens em proprietários dos meios de produção e os não proprietários. Os primeiros têm poder sobre os outros, explorando-os economicamente e dominando-os politicamente.

O Estado se torna um instrumento para a dominação política da classe dominante. Por meio dele tem-se a forma de coerção e de repressão social, dando a esta classe poder sobre toda sociedade.

E tudo isso só é conseguido através do Direito, já que se estabelecem leis que regulamentam as relações sociais em detrimento dos dominados. O “Estado de direito” então, faz com que a dominação, por ser legal, “não” seja violenta, sendo “aceita” por todos.

sexta-feira, 23 de março de 2007

INDICAÇÕES

DOCUMENTÁRIO: Nascidos em Bordéis (Born Into Brothels: Calcutta's Red Light Kids), 2004. De Zana Briski e Ross Kauffman.

A Índia, juntamente com outras nações emergentes asiáticas, vem se destacando no cenário econômico na atual década. Porém é notório que o desenvolvimento social não acompanha esse “boom” tecnológico e econômico. Nascidos em Bordéis mostra de forma emocionante a vida de crianças da região da Luz Vermelha em Calcutá.

Com poucas referências familiares, educação debilitada, falta de conhecimento e informação, e com suas esperanças abaladas, esses meninos e meninas na maioria das vezes não tem opções e acabam se conformando com um futuro marcado pela prostituição, subemprego, violência e pobreza.

BLOGS: Para quem gosta de arte, principalmente Literatura e Música, pode acompanhar o Blog:
camelomarinho.blogspot.com. Um trabalho diferente e irreverente, sempre com matérias relevantes e inteligentes.

Dia 14 de março foi a Dia da Poesia. Para quem aprecia esta arte, vale a pena conferir o Blog:
joselmavasconcelos.blogspot.com. Poesia com simplicidade e propriedade.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Espinosa e a Igreja

O filósofo holandês Bento de Espinosa viveu de 1632 a 1677. Defendendo questões como a liberdade de expressão e de pensamento, suas idéias sofreram grande ataque e rejeição. Uma de suas primeiras influências foi René Descartes (1596-1650). O Cartesianismo bem como o Espinosismo vem questionar o saber pré-estabelecido, propondo transformações no modo de pensar.

Por isso Espinosa é perseguido pela Igreja, principal detentora do “saber” naquele momento. Para ele a Igreja transformava o principal bem do homem que era a liberdade, em pecado e perversidade.

Ele pensava que estariam presentes nos homens duas paixões: o medo e a esperança. Já que não possuem o domínio das circunstâncias de suas vidas e são levados por aspirarem bens que não parecem depender deles próprios. Sabendo que para dominar o homem é necessário mantê-los no medo e na esperança, a Religião procuraria estabilizar as causas, formas e os conteúdos desses sentimentos.

Espinosa, ao contrário do que muitos diziam, não pregava o ateísmo. Ele apenas acreditava que era a filosofia o conhecimento da essência e da potência de Deus. Para ele os Livros Sagrados não possuem verdades teóricas sobre Deus, apenas preceitos práticos como adorar a Deus e o próximo, e têm que ser lidos levando em consideração as condições históricas em que foram escritos.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Portadores de Deficiência

Falar da questão das pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, dentre tantos grupos chamados de “minoria”, é importante pelo fato de suas necessidades não serem tratadas com respeito pelos governos e pela sociedade ao longo de toda história, e além do fato de serem hoje mais de 500 milhões no mundo sendo cerca de 25 milhões só no Brasil.

Talvez muitos não saibam, mas o Brasil tem hoje uma das melhores legislações para deficientes no mundo. O problema reside no fato de que não há um comprometimento de nossos governantes em transformá-las em políticas públicas eficazes e capazes de aproximar os excluídos da real cidadania.

Investimento em reabilitação é importantíssimo, mas a fim de se reduzir a incidência da deficiência e da incapacidade, é necessário que se estabeleça uma estratégia de prevenção: acompanhamento nutricional da população; melhores condições de saúde; assistência pré-natal e pós-natal; incentivo a melhor informação e ao fortalecimento de famílias e da comunidade; melhor assistência médica aos idosos; redução dos acidentes nas indústrias, agricultura, na circulação viária e no lar, com a estruturação, por exemplo, das normas de segurança no trabalho e no trânsito.

INCLUSÃO

Ao contrário daqueles que transgridem algum tipo e lei ou regras sociais pré-estabelecidas; os excluídos não cometem nenhum tipo de transgressão. Sua situação lhe é imposta de fora, sem ter contribuído para isso.

A inclusão social é a inserção total e incondicional de todas as pessoas de determinada sociedade, onde se exigem rupturas nos sistemas e transformações profundas, proporcionando mudanças que beneficiem toda e qualquer pessoa. A sociedade passa a se adaptar para atender às necessidades de todos e com isso se tornando mais atenta às necessidades coletivas.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Impunidade

Em entrevista à Revista Fórum (n°47 – Fevereiro/2007) a militante política e feminista Maria Amélia de Almeida Teles conta o desejo e a luta para que um dos seus torturadores da época do Regime Militar seja condenado.

Amelinha Teles reconheceu, o hoje coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra como u
m dos seus torturadores. O julgamento, inédito no país, teve início em novembro de 2006, e não poderá levar o coronel à prisão, mesmo se for condenado. Mas Amelinha diz que vale a pena só pelo fato do coronel ser declarado um torturador.

Apesar de Ustra tentar ganhar tempo dificultando o processo na Justiça, já que convocou testemunhas de vários estados, Amelinha está otimista. Ela diz ter comemorado muito o fato de um juiz ter aceitado a causa: “Acredito que finalmente a Justiça percebeu seu importante papel na construção do Estado democrático de direito. Esse processo é um passo fundamental para a consolidação da nossa democracia”.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Dia da Mulher?

Oito de março. Nos locais de trabalho, nas casas, escolas, ruas, percebe-se certo alvoroço. Setores econômicos como das flores e chocolates agradecem. Tapinhas nas costas, abraços e beijos.

Mas o que realmente significa a mulher ter um dia. Por que é reproduzido por todos, sem ao menos pensarmos um pouco melhor, as comemorações e os cumprimentos às mulheres?

Em 1910 em uma Conferência Internacional de Mulheres resolveu-se instituir esse dia como o Dia Internacional da Mulher, em homenagem as mulheres estadunidenses que em 1857 reivindicavam melhores condições de trabalho no setor têxtil de Nova York.

Mas por que então não pensar em um ano para acabarmos com o Dia da Mulher, afinal já se passa quase um século. Não cabe espaço na igualdade e na democracia esse dia. Se precisarmos sempre de um dia para pensar sobre as diferenças de oportunidades entre homens e mulheres, incluindo acesso à educação, ao mercado de trabalho, salários compatíveis, respeito às diferenças de gênero, respeito à maternidade, é porque não delimitamos um tempo para que as mudanças efetivamente aconteçam.

Não deixemos esse dia se tornar apenas mais uma data boa para alguns comerciantes e industriais, como a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, dos Pais entre outros. Não demos flores às mulheres se não denunciamos o vizinho que espanca a companheira; não compremos os chocolates se em nossa empresa valorizamos mais o trabalho do homem e damos a eles, mesmo com mesmas responsabilidades e instrução, melhores salários; não demos parabéns, se como a autora de “O Livreiro de Cabul” Asne Seierstad, temos uma visão preconceituosa e deturpada da mulher oriental não sabendo fazer críticas e denúncias, já que não entende ou reflete sobre o contexto social e cultural em que estão inseridas; e por fim, chega de beijinhos e abraços se não lutamos para que as gestantes tenham mais informação e cuidados tendo assim mais qualidade de vida.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Lars Von Trier

O diretor dinamarquês Lars Von Trier tem grande contribuição no cinema atual. Inovador e com propostas muito além das comerciais, ele é um dos fundadores do movimento Dogma 95, aproximando como ninguém o espectador e a história narrada. Histórias estas que representam as angústias, os medos, anseios e sonhos das pessoas. Seus longas-metragens são ricos em símbolos, metáforas e críticas sociais.

Três dos seus últimos trabalhos são imperdíveis. “Dançando no Escuro” (Dancer in the Dark), 2000, com atuação impecável de Björk; “Dogville”, 2003, e “Manderlay”, 2005, os dois primeiros filmes de sua trilogia que terminará com “Wasington” com estréia prevista para este ano.

Confira ainda:
  • Europa, 1991
  • Ondas do Destino (Breaking the Waves), 1996
  • Os Idiotas (Idioterne), 1998

sexta-feira, 2 de março de 2007

Igualdade

Há certa dificuldade em entender algumas circunstâncias da vida. De alguma forma busca-se compreender as dificuldades impostas pela sociedade no reconhecimento do outro como igual. O caminho à alteridade é lento, as chamadas “minorias”, sejam étnicas, culturais, sociais, sexuais entre outras, encontram dificuldades dentro de grupos que as marginalizam.

O homem ao longo de sua história lutou por ideais como a liberdade e a tão sonhada igualdade. Talvez a busca por essa identidade tenha reforçado a aversão humana em perceber que o diferente é rico, é belo.

A convivência harmoniosa é vital para o progresso do ser humano, e a tolerância é o primeiro sinal de um real desenvolvimento social.


Promessas de um Novo Mundo

O Oriente Médio é uma das regiões mais instáveis do planeta. O Conflito árabe-israelense remonta há séculos. Os interesses políticos, econômicos e religiosos acabam sobrepujando o bem-estar da população e o bom-senso. De um lado extremistas que se transformam em homens e mulheres bomba; do outro, um dos maiores aparatos militares do universo, contando com o apoio da maior potência econômica mundial: os Estados Unidos.

Sem “lado” fica a população: cansada e maltratada, servindo ainda de massa multiplicadora do radicalismo. É alimentado nas crianças desde muito cedo: o ódio e a vingança. Entretanto, o início da mudança pode vir daí, de dentro pra fora, através do acesso à educação e à informação, podendo-se ter gerações mais tolerantes e mais capazes de questionar a reprodução deste sistema.

Um bom exemplo é o documentário “Promessas de um Novo Mundo” (Promises), 2001. De Justine Arlin, Carlos Bolado e B Z Golberg. Uma demonstração de que as mudanças são possíveis, mas é necessário um real comprometimento de instituições e lideranças locais e internacionais.


sábado, 24 de fevereiro de 2007

INDICAÇÕES

CINEMA: Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine), 2006. De Jonathan Dayton e Valerie Faris.

Com quatro indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, e com destaques pra as atuações de Abigail Breslin e Alan Arkin, Pequena Miss Sunshine mostra que com pouco dinheiro e grandes idéias pode-se ter ótimos resultados. De forma sutil traça-se um olhar crítico sobre a sociedade atual. Família, valores, superficialidade, aparências, são questões que podem ser debatidas tendo como pano de fundo este filme.


LIERATURA: Sociologia do Comércio (Obras fundamentais da Cultura Portuguesa – Coleção Antologia). De Fernando Pessoa.

Pensador, crítico e poeta, Fernando Pessoa demonstra de forma lúcida e clara seu respeito à liberdade coletiva e ao mesmo tempo a individualidade humana. A obra Sociologia do Comércio, que já quase completa um século, mostra que Pessoa foi pioneiro em discursos e reflexões sobre temas atuais como globalização e marketing.
“Nós (comerciantes) é que devemos pensar como eles (público): o que temos que ver é como é que eles pensam, e não como é que nos seria agradável ou conveniente que eles pensassem” p.37.